quinta-feira, 14 de novembro de 2024

Como Desenvolvi Meu Processo Criativo em Arte Digital: Dicas para Iniciantes no Inkscape

Arte Digital criado no Inkscape


Criar arte digital é algo completamente novo para mim. Comecei essa jornada no final de 2022, e agora, quase dois anos depois, decidi compartilhar um pouco sobre o meu processo e o que aprendi ao longo do caminho.


Por que Eu Decidi Criar Arte Digital?

Tudo começou com a curiosidade. Eu sempre desenhei no formato tradicional, então imaginei como seria criar arte digitalmente. Como seria o processo de colorir sem usar tinta, mas sim ferramentas digitais? No início, foi difícil, como qualquer coisa nova, mas logo que encontrei as ferramentas certas, o processo se tornou muito mais simples e divertido!


Desenho no papel feito com caneta


A Diferença entre Desenho Tradicional e Digital

Para mim, a grande diferença entre o desenho tradicional e o digital está na forma de “pensar” as etapas do desenho. No formato tradicional, foco na criação de texturas; já no digital, penso em “camadas”. Essa abordagem em camadas me ajudou a criar um processo funcional que mantém a minha identidade visual, mesmo em formato digital.


Manter essa identidade visual foi fundamental para mim. Como gosto muito de trabalhar com linhas, busquei uma ferramenta que mantivesse meu traço e foi assim que conheci o Inkscape.


Por Que Escolhi o Inkscape?

Eu logo percebi que precisava de uma ferramenta que se adaptasse às minhas necessidades, independentemente do que a maioria das pessoas utilizavam. Embora o Photoshop e o Adobe Illustrator sejam os favoritos de muitos artistas digitais, esses programas não eram ideais para mim, especialmente porque uso Linux há anos. Encontrei o que precisava no Inkscape, uma ferramenta open-source que me permitiu manter meu traço e explorar possibilidades de forma simples e prática. Ainda uso o Krita para detalhes ou criações de estampas (rapport), mas o Inkscape é minha principal ferramenta para criar e colorir arte digital.


Como Funciona o Meu Processo?

Mesmo na arte digital, começo o processo com um esboço tradicional feito à mão. Após finalizar o contorno no papel, escaneio e edito a imagem no GIMP, um software open-source que já uso há anos para editar imagens. Com o GIMP, consigo ajustar o contraste das linhas e preparar o esboço para o próximo passo.


Depois da imagem ajustada, abro-a no Inkscape e a transformo em vetor. Em vez de vetorizar manualmente, utilizo a ferramenta automática de vetorização do Inkscape, que preserva meu traço e simplifica o processo. Após a vetorização, vem a parte divertida: colorir! Como já mencionei, penso nas cores em camadas, adicionando tons base, sombras e detalhes gradualmente. Com o tempo, aprendi a usar ferramentas de luz e transparência que proporcionam um acabamento especial ao trabalho.


E é assim que crio minhas artes digitais! Surpreendentemente, essa prática influenciou até meus desenhos tradicionais, pois, antes, eu usava poucas cores, mas hoje, a cor é parte essencial do meu trabalho ;)


Até a próxima!

Nenhum comentário:

Postar um comentário