 |
| Arte Digital Magic Coffee disponível no Colab55 |
Na terceira e última parte desta série de posts sobre como vender
os seus trabalhos em plataformas Print on Demand, eu falarei um
pouquinho das ferramentas que eu uso e algumas dicas finais sobre
como vender os seus desenhos nesse tipo de plataforma.
Os meus primeiros
desenhos para esse tipo de plataforma foram estampas. O tempo que
trabalhei criando estampas me fez entender que não basta desenhar e
escanear o seu desenho. Eu precisava aprender a editar as imagens.
Por que é importante aprender a
editar as suas imagens?
A primeira coisa que eu
queria aprender quando comecei a editar imagens era justamente
retirar o fundo branco do papel dos meus desenhos. Aprender a fazer
isso abriu muito o meu leque de possibilidades. Foi a partir desse
processo que comecei a pensar em colocar alguns dos meus desenhos em
plataformas POD, pois percebi que imagens sem fundo poderiam
funcionar em diversos outros produtos além do tecido.
Com o tempo, percebi
que, além de retirar o fundo dos meus desenhos, mexer um pouco no
contraste e no brilho fazia com que eles ganhassem mais cor e
destaque. E isso sem contar a possibilidade de mudar o DPI e a
resolução da imagem de acordo com as minhas necessidades.
Ou seja, depois que
aprendi a editar imagens, as coisas começaram a caminhar e ficaram
muito mais fáceis, abrindo caminho para que eu pudesse usar as
plataformas POD.
GIMP – O programa de edição
de imagem que eu uso
Os programas de edição
melhoraram muito nos últimos anos e, hoje, eu considero toda a
tarefa de edição de imagem bastante simples. Até hoje eu uso o
GIMP para fazer isso.
Para mim, a grande
vantagem do GIMP é que ele é um editor gratuito. Qualquer pessoa
pode baixá-lo e usá-lo sem maiores complicações. Com ele, eu
consigo editar as minhas imagens sem dificuldades e, de fato, gosto
muito do programa.
Você pode encontrar
mais informações sobre ele no link abaixo.
GIMP
Scanner – O meu melhor amigo
Desde que comecei esse
processo, o scanner se tornou o meu melhor amigo. Eu nunca tive um
scanner profissional; sempre usei impressoras com scanner integrado e
nunca tive problemas.
A imagem escaneada é
muito mais fácil de ser trabalhada do que uma fotografia da arte,
por exemplo. Por isso, o scanner entra na minha lista de ferramentas
fundamentais na hora de editar imagens.
Mesa digitalizadora – Uma ótima
ferramenta, mas não considero fundamental para quem está começando
Eu comecei a usar uma
mesa digitalizadora em 2026. Já falei um pouco sobre a mesa que uso
neste post.
Confesso que ainda estou
aprendendo a utilizá-la e, depois de anos desenhando arte digital
com mouse, ainda tenho muito o que aprender. Mas, definitivamente,
ela facilita bastante a minha vida, não apenas no desenho, mas
também na edição de imagens.
Mas, sendo muito
honesta: se me pedissem para escolher entre um scanner e uma mesa
digitalizadora, eu escolheria o scanner.
Dicas finais e um pequeno resumo
Como dicas finais sobre
colocar os seus desenhos em plataformas POD, eu diria que a
persistência e a constância são dois pontos fundamentais dentro
desse processo.
É muito natural começar
algo novo, se empolgar, produzir bastante nos primeiros meses e,
quando o resultado esperado não chega, acabar se desanimando. É
justamente nesse ponto que você precisa encontrar um equilíbrio
entre o desânimo e seguir em frente.
Como comentei nos
primeiros posts, esse tipo de plataforma tem muita oferta. Por isso,
é preciso tempo para que as coisas comecem a crescer e para que o
seu trabalho seja visto e encontrado dentro da plataforma.
Por isso, encontre uma
rotina que permita publicar novos trabalhos com frequência, mas
também revisar os seus trabalhos antigos de tempos em tempos. Muitas
vezes, uma ótima arte fica esquecida simplesmente porque não tem a
tag ou o título adequado.
Resumindo, as
plataformas POD são uma ótima forma de espalhar o seu trabalho pelo
mundo, sem muito custo inicial e com possibilidade de algum retorno.
Mas é uma atividade que exige dedicação e um equilíbrio entre
publicar novidades e revisar trabalhos antigos.
Eu acredito que esse
tipo de atividade funcione muito bem como uma espécie de "janela"
dentro dos seus outros projetos como artista. Então, se você está
começando e deseja construir algo que possa dar frutos a longo
prazo, essa pode ser uma boa oportunidade.
Espero que esta série
de posts tenha ajudado um pouco quem está começando no universo do
POD.
Nos vemos no próximo
post.
Até a próxima,
Thaís Melo
Para
saber mais:
Desenhos
e artes digitais no meu studio no Colab55
Como vender seus desenhos em plataformas Print on Demand (POD)? Um pequeno guia para artistas iniciantes sobre como começar a vender o seu trabalho – Parte 1
Como vender seus desenhos em plataformas Print on Demand (POD)? Um pequeno guia para artistas iniciantes sobre como começar a vender o seu trabalho – Parte 2