Sobre o que fala o livro?
O Caminho do Artista fala sobre criatividade. E também explica como nós, seres criativos, devemos nos reconectar com o nosso artista interior. Apesar do nome, O Caminho do Artista não é um livro voltado apenas para artistas, mas sim para qualquer pessoa que deseja se reconectar com a sua própria criatividade.
Como funciona o livro?
O livro é uma espécie de programa que dura 12 semanas. A cada semana, além de temas específicos, você tem tarefas e sugestões de práticas para ajudá-lo a acessar a sua criatividade. As duas orientações básicas do livro, e também as mais comentadas, são as páginas matinais e o encontro com o artista.
O que são as páginas matinais?
As páginas matinais nada mais são do que escrever o que vier à sua mente por 3 páginas inteiras todas as manhãs. Não uma ou duas páginas, mas pelo menos três páginas. A autora explica que essas páginas são uma forma de aliviar o estresse e as preocupações da vida colocando tudo no papel. Essa é a prática que eu mantenho até hoje, seis anos depois de ter lido o livro pela primeira vez. Eu confesso que nem sempre escrevo as três páginas, mas procuro manter o hábito. De fato, para mim, escrever funciona como uma válvula de escape e também um pequeno laboratório de novas ideias. Definitivamente, foi a minha parte favorita do livro!
O que é o encontro com o artista?
O encontro com o artista é um encontro que você faz com você mesma toda semana. O mais importante desse encontro é fazê-lo, de preferência, sozinha e que seja algo divertido. Algo que a sua criança interior gostaria de fazer. Pode parecer complicado, mas é algo simples, e o livro dá diversas sugestões do que você pode fazer.
O encontro com o artista é algo que, dependendo da semana, para mim é um pouco difícil de ser cumprido, mas eu admito que ele ajuda muito no processo. Você redescobre interesses perdidos, aprende coisas novas e toda a experiência, de fato, ajuda a redescobrir a sua criatividade. De todos os encontros do artista que eu fiz, dois foram especialmente divertidos: sair para andar na praia — e nesse dia eu encontrei diversas conchas! — e o dia em que eu fiquei algumas horas fazendo colares coloridos com contas e miçangas.
Como podem ver, o encontro com o artista não é para ser algo caro ou complicado, mas é algo para você fazer com o seu pequeno artista interior. Uma boa dica é pensar no que você gostava de fazer quando era criança. Talvez você gostasse de colorir, usar adesivos, colecionar folhas etc., e esse é o caminho.
Qual foi a minha experiência com o livro?
Como eu comentei, eu li o livro pela primeira vez em 2020 e foi uma leitura muito importante para mim. Estávamos no começo da pandemia e foi importante ter algo com que eu me dedicasse naquele momento. Durante essa leitura, eu realizei todos os encontros com o artista dentro de casa. Então, tive o encontro com as contas e as miçangas. Teve momentos em que eu assei bolo ou tentei fazer croissant. Eu também bordei e costurei como parte dos meus encontros. Nessa primeira leitura, eu aprendi bastante e percebi vários bloqueios que eu adquiri com o passar dos anos com relação ao que era ser artista.
A segunda vez que eu li o livro foi no ano passado. Dessa vez, eu saí mais nos meus encontros com o artista, como, por exemplo, caminhar na praia, andar no parque ou ir até um brechó e encontrar algo muito barato e divertido para mim. No caso, foi uma pequena caixa de madeira. Nessa época, eu decidi reler o livro, pois estava me sentindo estagnada criativamente, e foi ótimo voltar a pensar em criatividade. O mais impressionante é que o livro me parecia completamente novo. Mais questões apareceram para mim, e terminei as doze semanas com ideias novas e me sentindo muito mais confiante com a minha criatividade e, por consequência, com os meus desenhos.
Vale a pena ler o livro?
Definitivamente! Mesmo que você não trabalhe com algo diretamente ligado à criatividade, somos seres humanos e naturalmente criativos. Ele é um convite para nos reconectarmos com as coisas divertidas da vida e, para mim, desenhar é isso. Atualmente, eu decidi reler o livro. Quando senti que estava com preguiça de escrever as minhas três páginas matinais, achei que estava na hora de relembrar o motivo pelo qual eu escrevo todas as manhãs.
Independente de você ser artista ou não, O Caminho do Artista é um convite para olharmos para a nossa vida com outros olhos. Talvez com olhos mais curiosos e aprendermos a aceitar que levar a vida com um pouco mais de criatividade pode ser um ótimo caminho a seguir.
Até a próxima,
Thaís






