sexta-feira, 3 de julho de 2026

Desenhar mais ou desenhar com mais calma? Pensamentos sobre como continuar criando em um mundo repleto de ruídos

 

Aquarela Tropicália

 

Como artista independente, eu trabalho com várias frentes: arte digital de um lado, aquarelas para um trabalho mais autoral do outro, escrita do blog, redes sociais, etc. É muito fácil eu me perder em meio a tanta coisa. E, no final das contas, quem acaba sofrendo com todo esse estímulo é justamente a minha criatividade.

Eu não sei se todo mundo sente isso, mas, algumas vezes, eu sinto que o mundo está barulhento demais, com demandas demais, e isso me torna uma pessoa um tanto distraída. Por exemplo, eu vou procurar alguma referência para um desenho e me perco numa pesquisa que não tinha absolutamente nada a ver com o que eu havia começado. Eu começo o dia pensando em fazer X e me sinto atropelada por outras demandas. E isso se repete de novo, de novo e de novo. Ao final do dia, me sinto esgotada, perdida em mil coisas e com aquela sensação de que nada importante de fato foi feito.

Trabalhar com algo criativo envolve não apenas concentração, mas também um pouco de silêncio. Eu sinto que preciso de um certo vazio, de um tempo para não fazer absolutamente nada e conseguir criar, mas tem dias em que fazer isso é muito difícil. Difícil não apenas pelas tarefas do dia a dia, mas pelo fato de parecer "errado" ficar sem fazer nada por um tempo.

Isso tudo sempre me faz pensar: o que é melhor? Continuar no fluxo do "sempre mais" e criar algo por criar? Ou desenhar com um pouco mais de calma? Desenhar sem pensar em um objetivo, em um público-alvo. Criar algo pela alegria de criar. Simples assim. Eu não sei a resposta para essa pergunta, mas eu sempre me pego voltando à segunda opção.

A melhor maneira de eu continuar criando sem me sentir sobrecarregada é manter uma pequena rotina dentro do possível. Muitas vezes, eu não consigo mantê-la, mas ela me norteia para onde eu devo ir. Um dia da semana eu desenho, no outro eu escrevo, no outro eu posto o que tenho que postar e assim por diante. Dessa forma, eu sigo com os meus dias sem me sentir drenada de alguma forma.

Atualmente, eu percebo que o mais importante para mim é criar espaço para respirar. Postar algo nas redes sociais todos os dias não é para mim. Fazer um desenho novo seguindo as tendências do momento também não funciona. Eu não sei se é uma saturação de tanta informação ou se irei continuar pensando dessa forma por um longo tempo, mas, no momento, desenhar com mais calma é o que tem feito mais sentido para mim.

E para você?

Até a próxima,

Thaís Melo

Para saber mais:

Desenhos e artes digitais no meu studio no Colab55

Minhas artes na Galeria9 

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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Desenho da Semana - Aquarela Cogumelos e Corais

Aquarela Cogumelos e Corais

 

O desenho da semana é uma ilustração em aquarela inspirada pela natureza e por pequenos mundos imaginários. Cogumelos e corais se misturam em uma paisagem fantástica, repleta de cores vibrantes e detalhes delicados.

Até a próxima,

 Thaís 

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sexta-feira, 5 de junho de 2026

Como vender seus desenhos em plataformas Print on Demand (POD)? Um pequeno guia para artistas iniciantes sobre como começar a vender o seu trabalho – Parte 3

 
Arte Digital Magic Coffee disponível no Colab55

Na terceira e última parte desta série de posts sobre como vender os seus trabalhos em plataformas Print on Demand, eu falarei um pouquinho das ferramentas que eu uso e algumas dicas finais sobre como vender os seus desenhos nesse tipo de plataforma.

Os meus primeiros desenhos para esse tipo de plataforma foram estampas. O tempo que trabalhei criando estampas me fez entender que não basta desenhar e escanear o seu desenho. Eu precisava aprender a editar as imagens.

Por que é importante aprender a editar as suas imagens?

A primeira coisa que eu queria aprender quando comecei a editar imagens era justamente retirar o fundo branco do papel dos meus desenhos. Aprender a fazer isso abriu muito o meu leque de possibilidades. Foi a partir desse processo que comecei a pensar em colocar alguns dos meus desenhos em plataformas POD, pois percebi que imagens sem fundo poderiam funcionar em diversos outros produtos além do tecido.

Com o tempo, percebi que, além de retirar o fundo dos meus desenhos, mexer um pouco no contraste e no brilho fazia com que eles ganhassem mais cor e destaque. E isso sem contar a possibilidade de mudar o DPI e a resolução da imagem de acordo com as minhas necessidades.

Ou seja, depois que aprendi a editar imagens, as coisas começaram a caminhar e ficaram muito mais fáceis, abrindo caminho para que eu pudesse usar as plataformas POD.

GIMP – O programa de edição de imagem que eu uso

Os programas de edição melhoraram muito nos últimos anos e, hoje, eu considero toda a tarefa de edição de imagem bastante simples. Até hoje eu uso o GIMP para fazer isso.

Para mim, a grande vantagem do GIMP é que ele é um editor gratuito. Qualquer pessoa pode baixá-lo e usá-lo sem maiores complicações. Com ele, eu consigo editar as minhas imagens sem dificuldades e, de fato, gosto muito do programa.

Você pode encontrar mais informações sobre ele no link abaixo.

GIMP 

Scanner – O meu melhor amigo

Desde que comecei esse processo, o scanner se tornou o meu melhor amigo. Eu nunca tive um scanner profissional; sempre usei impressoras com scanner integrado e nunca tive problemas.

A imagem escaneada é muito mais fácil de ser trabalhada do que uma fotografia da arte, por exemplo. Por isso, o scanner entra na minha lista de ferramentas fundamentais na hora de editar imagens.

Mesa digitalizadora – Uma ótima ferramenta, mas não considero fundamental para quem está começando

Eu comecei a usar uma mesa digitalizadora em 2026. Já falei um pouco sobre a mesa que uso neste post.

Confesso que ainda estou aprendendo a utilizá-la e, depois de anos desenhando arte digital com mouse, ainda tenho muito o que aprender. Mas, definitivamente, ela facilita bastante a minha vida, não apenas no desenho, mas também na edição de imagens.

Mas, sendo muito honesta: se me pedissem para escolher entre um scanner e uma mesa digitalizadora, eu escolheria o scanner.

Dicas finais e um pequeno resumo

Como dicas finais sobre colocar os seus desenhos em plataformas POD, eu diria que a persistência e a constância são dois pontos fundamentais dentro desse processo.

É muito natural começar algo novo, se empolgar, produzir bastante nos primeiros meses e, quando o resultado esperado não chega, acabar se desanimando. É justamente nesse ponto que você precisa encontrar um equilíbrio entre o desânimo e seguir em frente.

Como comentei nos primeiros posts, esse tipo de plataforma tem muita oferta. Por isso, é preciso tempo para que as coisas comecem a crescer e para que o seu trabalho seja visto e encontrado dentro da plataforma.

Por isso, encontre uma rotina que permita publicar novos trabalhos com frequência, mas também revisar os seus trabalhos antigos de tempos em tempos. Muitas vezes, uma ótima arte fica esquecida simplesmente porque não tem a tag ou o título adequado.

Resumindo, as plataformas POD são uma ótima forma de espalhar o seu trabalho pelo mundo, sem muito custo inicial e com possibilidade de algum retorno. Mas é uma atividade que exige dedicação e um equilíbrio entre publicar novidades e revisar trabalhos antigos.

Eu acredito que esse tipo de atividade funcione muito bem como uma espécie de "janela" dentro dos seus outros projetos como artista. Então, se você está começando e deseja construir algo que possa dar frutos a longo prazo, essa pode ser uma boa oportunidade.

Espero que esta série de posts tenha ajudado um pouco quem está começando no universo do POD.

Nos vemos no próximo post.

Até a próxima,

Thaís Melo

Para saber mais:
Desenhos e artes digitais no meu studio no Colab55

Como vender seus desenhos em plataformas Print on Demand (POD)? Um pequeno guia para artistas iniciantes sobre como começar a vender o seu trabalho – Parte 1

Como vender seus desenhos em plataformas Print on Demand (POD)? Um pequeno guia para artistas iniciantes sobre como começar a vender o seu trabalho – Parte 2

 



sexta-feira, 15 de maio de 2026

Desenho da Semana: Aquarela Cogumelos Selvagens

Aquarela Cogumelos Selvagens

 

Mais uma aquarela de cogumelos que eu pintei na semana passada. Dessa vez, troquei as cores “mágicas” por tons mais terrosos. Talvez sejam as cores do outono, que estão deixando tudo mais laranja por aqui. Enfim, os cogumelos continuam na minha mente, e tenho gostado de pintá-los. Eu usei aquarela, lápis de cor e marcador permanente.

 Em breve, ela estará disponível para print =)

 Até a próxima,

Thaís  

Para saber mais:
Desenhos e artes digitais no meu studio no Colab55

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sexta-feira, 1 de maio de 2026

Como vender seus desenhos em plataformas Print on Demand (POD)? Um pequeno guia para artistas iniciantes sobre como começar a vender o seu trabalho – parte 2


Arte Digital Mariposa Mística Café - por Thaís Melo

 

Na parte 2 dessa série de posts sobre como vender os seus desenhos em plataformas Print on Demand (POD), eu irei falar um pouco sobre a importância de saber escrever bons títulos, tags e definições para os seus desenhos.

Quando eu comecei a criar arte para esse tipo de plataforma, eu não me importava com tags, títulos e muito menos em escrever descrições. Para mim, o que de fato importava era a arte por si só. Mas, com o tempo, eu comecei a perceber que, apesar de você ter criado o desenho mais legal de todos, apenas isso não irá te ajudar a ser “encontrado” dentro das plataformas. Infelizmente, essa é a verdade. Para o seu desenho ser visto pelas pessoas, ele precisa ser encontrado, e é nesse momento que as tags, o título e a descrição fazem o seu trabalho.

Por que tags, título e descrição são tão importantes?

As plataformas Print on Demand têm milhares de artes e artistas, e, para uma pessoa conseguir encontrar o seu trabalho sem nenhum tipo de “identificação”, é muito difícil. Por isso, ao criar uma arte, temos que pensar muito bem nesses três pontos para ajudar a pessoa certa a encontrar o seu trabalho.

Título - O primeiro passo

Quando eu comecei nesse universo, eu gostava de criar títulos lúdicos e diferentes, que muitas vezes não tinham nada a ver com o desenho. O resultado? Mais um desenho perdido num mar de outros desenhos dentro das plataformas. Por isso, o título deve descrever o desenho da melhor forma possível. O grande truque aqui é pensar: como uma pessoa procuraria esse desenho dentro da busca? E seguir por esse caminho. Resumindo: na hora de escrever títulos, seja direto e descreva o que você está vendo no desenho.

Tags – Pequenas etiquetas que fazem toda a diferença

Colocar tags nos seus desenhos nada mais é do que colocar pequenas “etiquetas digitais” neles. E essas etiquetas irão ajudar as pessoas a encontrarem os seus desenhos. Imagine que você fez um desenho de um gato. Boas tags para esse tipo de desenho seriam: gato, animal, pet, mãe de gato, cat lady, etc. Quando uma pessoa interessada em desenhos de gatos escrever “gato” na busca dessas plataformas, o seu desenho será listado e a chance dele ser descoberto é muito maior. Mas agora imagine que você fez um desenho de gato, não colocou tags e usou como título “Lulu”, pois você se inspirou no seu gatinho de estimação para desenhá-lo. A pessoa que procura por um desenho de gato não irá encontrar o seu desenho, pois, ao digitar “gato”, o seu desenho chamado “Lulu” jamais irá aparecer. Então, por mais monótono que seja escrever tags e pensar em um bom título, esse pequeno trabalho extra fará toda a diferença.

Como encontrar boas tags para o seu desenho?

Normalmente, esses tipos de plataforma pedem cerca de 15 tags. Esse é um bom número de tags no geral. Uma boa dica também é escrever o que você vê no seu desenho. Pense na cor principal do desenho e em outros detalhes de como ele é feito, por exemplo. Hoje em dia, colocar tags como desenho tradicional, aquarela ou sem uso de AI tem sido uma forma interessante de identificar o seu trabalho, pois tem muita gente interessada em arte não criada por AI. Além do óbvio, pense na história que o seu desenho está contando e faça a sua lista de tags.

Descrições – Descreva o seu desenho e conte uma pequena história.

Como eu comentei no começo do post, eu não escrevia descrições. Eu de fato acreditava que eu não precisava me preocupar com isso, pois ter descrição ou não não faria diferença. Mas, na verdade, o que eu não sabia é que o que está escrito na descrição ajuda os sistemas de busca a encontrar o seu desenho. Se eu não me engano, o Pinterest usa a descrição como uma das principais formas de anexar as imagens a categorias diferentes. Por isso, nunca deixe de escrever suas descrições.

Como escrever uma boa descrição?

Para uma boa descrição, você irá usar as tags que você listou para o seu desenho e, com elas, ajudar a contar uma pequena história para a plataforma de busca e também para as pessoas que encontrarem os seus desenhos.

Com essa breve explicação, vamos usar um dos meus desenhos para mostrar isso tudo na prática. O desenho escolhido é a arte digital em tons de roxo/lilás que está no começo do post. 

Um exemplo prático 

A primeira coisa que me vem à mente ao ver esse desenho é café e mariposa. Um título simples e direto seria Mariposa Café. Mas, para atrair também quem gosta de coisas místicas, eu decidi colocar o título de Mariposa Mística Café. Com esse título, eu posso atrair pessoas interessadas por café, mariposas (insetos, natureza), e “mística” chama a atenção de pessoas que gostam de bruxas, noite ou lua. E por que eu decidi escolher esse caminho? Por conta dos tons de lilás do desenho. Se ele fosse amarelo, com uma borboleta, por exemplo, eu preferiria escolher o título Mariposa Solar Café.

Com o título pronto, vamos pensar nas tags. Vamos pensar em 15 coisas que descrevam esse desenho: café e mariposa são escolhas óbvias. Algo legal de pensar é que tipo de pessoa poderia se interessar por esse desenho. Nesse caso, talvez alguém que goste da noite, insetos, lua, estrelas, talvez bruxaria. Então vamos listando todas essas ideias e depois observando as que fazem mais sentido. Aqui está a minha lista final de tags para esse desenho: mariposa lunar, floral, mariposa, mariposa noturna, mariposa lua, wicca, noite, noturno, roxo, feitiços, místico, amante do café, bruxa, chá, cafeína.

Repare que eu coloquei tags também relacionadas ao universo do café. Dessa forma, você abre mais o leque de possibilidades para o seu desenho. Depois das tags definidas, é hora de escrever a descrição.

Para escrever uma descrição, eu tenho uma pequena fórmula. É apenas um texto base no qual eu troco pequenos elementos de acordo com as tags. O texto é mais ou menos assim:

Título do desenho é um design perfeito para amantes de tag, tag e tag! Este é um ótimo design para presentear sua namorada que estuda tag, entusiastas por tag ou para quem não resiste a tag! Quem adora ilustrações inspiradas em temas tag, adora tag e o estilo tag também irá adorar esse design! Um design tag, perfeito para todos amantes de tag e tag!

Esse é mais ou menos o texto base que eu uso para criar as minhas descrições. Muitas vezes eu faço pequenas alterações para diferenciar um pouco de uma descrição para outra, mas basicamente é isso. Para funcionar, basta trocar o título e a palavra “tag” por uma das tags que você escolheu. O resultado ficou mais ou menos assim:

Mariposa Mística Café é um design perfeito para amantes de café, chás e criaturas místicas! Este é um ótimo design para presentear sua namorada que estuda Wicca, entusiastas por insetos ou para quem não resiste ao mistério das mariposas! Quem adora ilustrações inspiradas em temas holísticos, adora uma boa xícara de café e o estilo floral também irá adorar esse design! Um design misterioso, perfeito para todos amantes de café e os enigmas da noite!

Nessa descrição, há muitos elementos diferentes que irão levar pessoas diferentes ao seu desenho. É importante observar que não ficamos apenas restritos ao café e à mariposa. Isso faz muita diferença no resultado final. Acho importante dizer que isso é apenas uma base. Aproveite para modificar e inovar de acordo com cada desenho que você faz.

Hoje eu sei o que funciona para mim e o que não funciona mais. Para finalizar esse post, três dicas finais do que eu não fazer de jeito nenhum na hora de escrever o título e as tags para os meus desenhos:

  • Escrever títulos rebuscados e que não tenham nada a ver com o seu desenho 
  • Usar tags genéricas. Quando eu falo em tags genéricas, eu me refiro a tags como “cute”, “fofo” ou “bonito”. Essas tags não descrevem nada, então não vale a pena usá-las.
  • Usar as mesmas tags para todos os seus desenhos. Esse é um erro muito comum que não vai te levar a lugar nenhum. Pense no seguinte: cada desenho é único e merece ter as suas próprias tags.

Eu sei que isso tudo dá muito trabalho, principalmente para quem está começando, mas separar um tempo e pensar com cuidado nas suas tags e nas suas descrições fará toda a diferença.

E, por fim, pense nas tags, descrições e no título como parte do desenho, e não como algo chato que precisa ser feito. Mudar um pouco de postura diante disso ajuda bastante o processo. Eu sei que pode parecer muita coisa ou ser um pouco complicado, mas o importante é lembrar que, depois de alguns desenhos, isso será parte natural do processo e você nem pensará mais nisso.

Eu espero que esse post tenha ajudado e, no próximo post da série, eu falarei um pouco das ferramentas que eu precisei aprender a mexer para começar a colocar os meus desenhos nesse tipo de plataforma.

Até a próxima,

Thaís

 Para saber mais: 

Como vender seus desenhos em plataformas Print on Demand (POD)? Um pequeno guia para artistas iniciantes sobre como começar a vender o seu trabalho – parte 1