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Livro O Caminho do Artista - Julia Cameron |
Eu
acho que conheci o livro
O Caminho do Artista por volta de 2018.
Naquele momento, muita gente estava fazendo resenha sobre o livro e
não demorou muito para eu ficar curiosa sobre o assunto. Afinal de
contas, o livro fala sobre criatividade, e esse é um assunto que eu
sempre me interessei muito. No Natal de 2019, eu ganhei o livro de
presente e, em janeiro de 2020, eu comecei a lê-lo.
Sobre o que fala o livro?
O Caminho do Artista fala sobre
criatividade. E também explica como nós, seres criativos, devemos
nos reconectar com o nosso artista interior. Apesar do nome, O
Caminho do Artista não é um livro voltado apenas para artistas, mas
sim para qualquer pessoa que deseja se reconectar com a sua própria
criatividade.
Como funciona o livro?
O livro é uma espécie de programa
que dura 12 semanas. A cada semana, além de temas específicos, você
tem tarefas e sugestões de práticas para ajudá-lo a acessar a sua
criatividade. As duas orientações básicas do livro, e também as
mais comentadas, são as páginas matinais e o encontro com o
artista.
O que são as páginas matinais?
As páginas matinais nada
mais são do que escrever o que vier à sua mente por 3 páginas
inteiras todas as manhãs. Não uma ou duas páginas, mas pelo menos
três páginas. A autora explica que essas páginas são uma forma de
aliviar o estresse e as preocupações da vida colocando tudo no
papel. Essa é a prática que eu mantenho até hoje, seis anos depois
de ter lido o livro pela primeira vez. Eu confesso que nem sempre
escrevo as três páginas, mas procuro manter o hábito. De fato,
para mim, escrever funciona como uma válvula de escape e também um
pequeno laboratório de novas ideias. Definitivamente, foi a minha
parte favorita do livro!
O que é o encontro com o artista?
O encontro com o artista é
um encontro que você faz com você mesma toda semana. O mais
importante desse encontro é fazê-lo, de preferência, sozinha e que
seja algo divertido. Algo que a sua criança interior gostaria de
fazer. Pode parecer complicado, mas é algo simples, e o livro dá
diversas sugestões do que você pode fazer.
O encontro com o artista é algo que, dependendo da semana, para
mim é um pouco difícil de ser cumprido, mas eu admito que ele ajuda
muito no processo. Você redescobre interesses perdidos, aprende
coisas novas e toda a experiência, de fato, ajuda a redescobrir a
sua criatividade. De todos os encontros do artista que eu fiz, dois
foram especialmente divertidos: sair para andar na praia — e nesse
dia eu encontrei diversas conchas! — e o dia em que eu fiquei
algumas horas fazendo colares coloridos com contas e miçangas.
Como podem ver, o encontro com o artista não é para ser algo
caro ou complicado, mas é algo para você fazer com o seu pequeno
artista interior. Uma boa dica é pensar no que você gostava de
fazer quando era criança. Talvez você gostasse de colorir, usar
adesivos, colecionar folhas etc., e esse é o caminho.
Qual foi a minha experiência com o livro?
Como eu comentei,
eu li o livro pela primeira vez em 2020 e foi uma leitura muito
importante para mim. Estávamos no começo da pandemia e foi
importante ter algo com que eu me dedicasse naquele momento. Durante
essa leitura, eu realizei todos os encontros com o artista dentro de
casa. Então, tive o encontro com as contas e as miçangas. Teve
momentos em que eu assei bolo ou tentei fazer croissant. Eu também
bordei e costurei como parte dos meus encontros. Nessa primeira
leitura, eu aprendi bastante e percebi vários bloqueios que eu
adquiri com o passar dos anos com relação ao que era ser artista.
A segunda vez que eu li o livro foi no ano passado. Dessa vez, eu
saí mais nos meus encontros com o artista, como, por exemplo,
caminhar na praia, andar no parque ou ir até um brechó e encontrar
algo muito barato e divertido para mim. No caso, foi uma pequena
caixa de madeira. Nessa época, eu decidi reler o livro, pois estava
me sentindo estagnada criativamente, e foi ótimo voltar a pensar em
criatividade. O mais impressionante é que o livro me parecia
completamente novo. Mais questões apareceram para mim, e terminei as
doze semanas com ideias novas e me sentindo muito mais confiante com
a minha criatividade e, por consequência, com os meus desenhos.
Vale a pena ler o livro?
Definitivamente! Mesmo que você não
trabalhe com algo diretamente ligado à criatividade, somos seres
humanos e naturalmente criativos. Ele é um convite para nos
reconectarmos com as coisas divertidas da vida e, para mim, desenhar
é isso. Atualmente, eu decidi reler o livro. Quando senti que estava
com preguiça de escrever as minhas três páginas matinais, achei
que estava na hora de relembrar o motivo pelo qual eu escrevo todas
as manhãs.
Independente de você ser artista ou não, O Caminho do Artista é
um convite para olharmos para a nossa vida com outros olhos. Talvez
com olhos mais curiosos e aprendermos a aceitar que levar a vida com
um pouco mais de criatividade pode ser um ótimo caminho a seguir.
Até a próxima,
Thaís