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quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Aquarela - Parte I - Um Guia Básico com Técnicas, Dicas e Mitos Desvendados

 

O processo do desenho O jardim feito com aquarela, nanquim e lápis de cor

Como não se encantar pela aquarela?!

Além de ser uma forma de pintura lúdica, ela é também um material muito versátil. Você pode usá-la de diversas formas: mais seca e concentrada ou com muita água; apenas a aquarela ou combinada com outras técnicas de pintura. Mas, independentemente da forma como você a utiliza, no post de hoje eu vou contar um pouquinho sobre como uso a aquarela nos meus desenhos e desmistificar alguns "mitos" sobre essa técnica tão especial.


O que é a aquarela?

Aquarela é uma técnica em que se mistura água com tinta própria para criar pinturas e desenhos. Diferentemente da tinta a óleo, por exemplo, que exige solventes para ser diluída, na aquarela você só precisa de água limpa para diluí-la e criar diversos efeitos no papel.


Quais as principais técnicas usadas na aquarela? Wet to Dry e Wet to Wet

Existem diversas formas de trabalhar com a aquarela, e cada artista desenvolve sua própria técnica. No entanto, há dois conceitos básicos que influenciam bastante as escolhas: Wet to Dry e Wet to Wet.

Esses conceitos dizem respeito à quantidade de água usada e, principalmente, se o papel estará molhado ou seco durante a pintura. Como o próprio nome sugere:


Wet to Dry (molhado para seco): você pinta com o papel seco.

Wet to Wet (molhado para molhado): a aquarela é aplicada no papel previamente molhado.


A principal diferença está no controle que você tem durante a pintura e no resultado que deseja alcançar.

Se você é iniciante, sugiro começar com a técnica Wet to Dry. Como o papel está seco, é mais fácil controlar as áreas a serem pintadas. Quando o papel está molhado, a aquarela se torna mais "dinâmica", o que pode ser desafiador no início, resultando em cores misturadas e um aspecto confuso. Conforme você ganha confiança, a técnica Wet to Wet pode criar efeitos belíssimos!

Eu, particularmente, prefiro usar Wet to Dry, pois gosto de ter mais controle sobre o desenho, o que combina mais com o meu estilo de colorir. Mas isso não me impede de experimentar e me divertir com Wet to Wet. 😉


Os 3 principais "mitos" da aquarela


Mito número 1 - Eu preciso usar papel de aquarela para pintar?

Sim, o papel de aquarela é necessário, pois suporta a quantidade de água utilizada nessa técnica. Papéis comuns tendem a rasgar ou deformar ao secar.

Se você usar a técnica Wet to Dry e pouca água, pode até utilizar um papel de desenho, mas as chances de deformação são altas. Como blocos de papel para aquarela costumam ser mais caros, sugiro começar com desenhos menores, cortando as folhas ao meio. Assim, em vez de 12 folhas (normalmente a quantidade em um bloco), você terá 24!

Mito número 2 - Não se usa a cor preta em pinturas com aquarela.

Depende. Isso varia conforme o estilo e a abordagem do artista. Eu, por exemplo, uso bastante preto para sombreamento, pois ele dá dimensão aos meus desenhos. Porém, é uma cor que exige cuidado: por ser mais escura, pode manchar o desenho se usada em excesso. Comece com leves camadas e teste em um pedaço de papel antes de aplicá-la. Outra dica é misturá-la com outros tons para escurecê-los, em vez de usar o preto puro.

Mito número 3 - Não é preciso esperar a pintura secar para criar mais camadas.

Mentira! Para obter os melhores resultados, o ideal é esperar o papel secar completamente entre as camadas. Caso contrário, o desenho pode manchar.

Pinte uma camada e deixe secar. Algumas pessoas usam secador de cabelo, mas eu prefiro deixar secar naturalmente. Quanto mais água for utilizada, maior deve ser o intervalo de secagem.

Para saber se o papel está seco, toque-o com os dedos (frente e verso). Se sentir que ele está frio, ainda há umidade, mesmo que pareça seco. Esse cuidado evita manchas e mantém a qualidade da pintura.

Por hoje é isso! Espero que essas dicas te ajudem a aprimorar sua técnica com aquarela. No próximo post, falarei sobre como uso lápis de cor para dar mais destaque aos meus desenhos com aquarela.

Até a próxima!



quinta-feira, 31 de outubro de 2024

Voltando à Arte Tradicional: Minha Experiência com Desenhos em Tamanho A3

Ilustração A Floresta


Depois de cerca de um ano me dedicando à arte digital, decidi voltar a fazer arte tradicional — e, desta vez, criei desenhos em tamanhos maiores!

Foi a primeira vez que trabalhei em um desenho no tamanho A3, e posso dizer que foi um verdadeiro desafio. A dificuldade não estava apenas no tamanho do papel, mas também no tempo necessário para finalizar a obra. Se antes, com o tamanho A4, eu levava alguns dias para completar o processo (rascunho, contorno, pintura e cores), desta vez, precisei de quase um mês para finalizar cada etapa!



Detalhes - Lápis de cor + Aquarela + Pastel a óleo


Na prática, percebi que enquanto em desenhos menores preciso ser mais concisa nas ideias, uma folha A3 oferece mais possibilidades. Por isso, dediquei muito mais tempo ao rascunho, buscando elementos que enriqueceriam a composição. Escolhi como tema cogumelos e plantas com um toque surreal e fantasioso. A ideia era criar um fundo em nanquim, com cores contrastantes e detalhes em branco para dar luminosidade ao desenho.

Neste trabalho, aproveitei para experimentar cores com três materiais diferentes: aquarela, lápis de cor e pastel a óleo. Usei a aquarela como cor de fundo, bem diluída, para um tom suave e menos saturado. Em seguida, o lápis de cor trouxe mais sombra e profundidade. Já o pastel a óleo foi aplicado pontualmente, trazendo brilho em algumas áreas e criando sombras esfumadas atrás de certos elementos. Finalizei com caneta em gel branca para pequenos detalhes e brilhos.



Cogumelos! A minha parte favorita =)


Minha parte favorita foi incorporar o preto nos detalhes! Após finalizar as cores, usei lápis preto esfumado em diversas áreas para criar sombras e dar mais profundidade ao desenho. Eu amo usar preto nas minhas obras pelo contraste e pela profundidade que ele pode adicionar, especialmente quando aplicado sobre outras cores. Foi uma experiência incrível — e sim, que venham mais desenhos em tamanhos maiores!

Até a próxima,

Thaís Melo