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| Minha folha de "rascunhos" |
Como eu costumo desenhar? Esta foi a pergunta que eu me fiz essa semana, enquanto eu pintava uma aquarela de cogumelos. O desenho ainda está no meio do caminho, mas a pergunta me fez ter a ideia de pensar sobre o assunto e escrever este post.
Todos os meus desenhos começam com um rascunho a lápis. Não importa se eu pintarei com aquarela ou se ele se tornará uma arte digital, todos os meus desenhos começam com um papel e um lápis.
Depois do rascunho pronto, eu decido se ele vai ser pintado manualmente ou digitalmente. Se ele for se tornar uma arte digital, eu faço o contorno com caneta (ink) no desenho; em seguida, ele é escaneado, transformado em vetor e depois colorido digitalmente. Caso ele seja pintado manualmente, eu começo o processo de pintura da base das cores e, ao final disso, eu costumo fazer o contorno.
Acho que essa é a diferença básica entre arte digital e arte tradicional para mim: na arte digital, eu faço o contorno antes da cor base; mas na arte tradicional, como a aquarela, por exemplo, eu faço o contorno no final.
E por que eu faço isso?
Quando eu uso aquarela, por exemplo, eu misturo muitas cores no processo, e o contorno limita um pouco essa mistura. Por isso, é mais lógico terminar o desenho com o contorno. Já na arte digital, eu penso em camadas de cores e não em mistura. Por isso, o contorno funciona tão bem no início do processo.
Quando eu desenhava sem usar cores, a parte de “colorir” o desenho, digamos assim, era feita com um detalhamento muito maior. Então, mesmo com desenhos em preto e branco, eles tinham muitas texturas que criavam a sensação de sombra e profundidade.
Foi interessante pensar um pouco sobre o meu processo, pois isso me faz entender o motivo de cada passo dentro dos desenhos. Conhecendo esses passos, eu posso, com muito mais consciência, mudar a ordem, experimentar novos processos só para ver o que acontece.
Esse post, além de me ajudar a enxergar com mais detalhe o meu processo, me ajuda a simplesmente ilustrar que, dentro da arte, se conhecer pode ser a nossa melhor ferramenta. Apenas dessa forma podemos criar liberdade para mudar o nosso próprio processo e descobrir coisas novas.
Por hoje é isso.
Até a próxima,
Thaís Melo

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