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sexta-feira, 6 de março de 2026

A rotina por trás dos desenhos: Como criar uma rotina para desenhar?


Imagine um artista olhando fixamente para uma enorme tela em branco. Ele respira fundo e começa a pintar pinceladas expressivas por toda a tela. Essa é uma imagem que por muito tempo eu cultivei relacionada ao que era ser artista: esperar a inspiração e pintar a sua próxima obra-prima. Mas no dia a dia, ser artista é um pouquinho diferente.

Com o tempo você aprende que desenhar é como qualquer coisa na vida: você precisa praticar. E um ponto importante que eu aprendi é que, para eu criar cada vez mais e desenvolver o meu desenho, eu precisava ter uma pequena rotina. E honestamente? Ela está muito distante dessa imagem de artista em busca da sua musa inspiradora que eu tinha.

Quando eu comecei a desenhar, eu de fato achava que “artistas de verdade” não precisavam ter rotinas ou praticar, pois afinal de contas “artistas” já nasciam com “talento”. Eu fico feliz e muito aliviada de ter deixado esse tipo de pensamento para trás. Ele me impedia de melhorar o meu trabalho e agora eu percebo que, para desenhar, eu não preciso de inspiração, mas sim de muita prática e uma rotina que seja compatível com a minha vida.

É ótimo quando temos aquelas semanas cheias de ideias novas e desenhamos bastante. Mas e as semanas de branco criativo? Ou aquelas semanas em que acontecem um milhão de coisas à sua volta e você mal consegue pensar no lápis e no papel? São para esses momentos que eu aprendi o quanto é importante ter uma pequena rotina para o desenho.

Não precisa ser nada elaborado, apenas algo que funcione para a sua vida. E assim, conforme o tempo for passando e você for desenhando consistentemente, você não apenas ficará feliz por manter esse hábito, mas verá que seu traço e estilo evoluirão bastante!

Como criar uma rotina para desenhar?

Escolha quantas vezes por semana você quer desenhar.

Uma vez por semana? Três vezes? De quinze em quinze dias? A quantidade não importa, mas decida quantas vezes por semana você quer desenhar e crie esse compromisso com você mesmo. Eu, por exemplo, trabalho em um desenho novo toda semana. Ele pode ser mais elaborado ou mais simples, isso não importa. O que importa é que eu desenhe algo novo toda semana.

Agora decida o horário e o dia da semana em que você irá desenhar.

Como eu comentei no início deste post, não precisa ser nada muito rígido ou formal, apenas escolha o dia da semana e o horário. Eu, por exemplo, desenho na segunda e na terça-feira, na parte da tarde. Eu escolhi dois dias porque, se por acaso eu não desenhar na segunda por algum motivo (imprevistos acontecem e eu irei falar mais sobre isso no próximo parágrafo), eu tenho a terça-feira. E em algumas semanas eu faço um desenho mais elaborado e não consigo terminá-lo todo em um dia, então eu posso terminá-lo no outro. Para mim, um pouco de flexibilidade sempre é muito importante.

Mas vai ter aquela semana em que será quinta-feira e eu ainda não comecei o meu desenho. Nessas semanas, eu parto para o mais fácil e prático para mim: cogumelos. Desenhar cogumelos é o meu “desenho conforto”, digamos assim. Então eu faço um pequeno desenho de cogumelo e sigo em frente. O importante aqui é eu manter a minha rotina, mesmo em meio ao caos. Manter a minha rotina é uma forma de eu mostrar para mim mesma o quanto o desenho é importante, e até agora isso tem funcionado muito bem. Ao olhar para aquela semana e ver o desenho pronto, mesmo pequeno e simples, eu sinto que consegui fazer aquilo com que eu me comprometi.

Imprevistos acontecem, por isso aprenda a ser flexível

Numa semana ideal, tudo irá correr perfeitamente, mas nem sempre é assim, como eu já comentei. Nessas semanas, apenas faça o possível. Se o seu dia de desenhar é na terça-feira e você não teve tempo, tente em outro dia e está tudo bem. O importante é procurar manter a rotina de desenho da melhor forma possível. Se realmente não deu para desenhar naquela semana, OK, respire fundo e desenhe na próxima.

Se pergunte: por que você está fazendo isso?

Por que é importante para você desenhar? Para mim, não é apenas por ser parte do meu trabalho, mas porque eu amo criar algo. Eu não consigo ficar 100% bem sem criar nada, e o desenho é parte fundamental nisso. Desenhar é muito importante para mim. Então, antes de criar uma rotina e acabar se frustrando nas semanas em que a vida acontece mais depressa do que a gente gostaria, se pergunte o motivo de você ter começado a fazer isso. Pensar nisso sempre me ajuda a criar motivação e continuar. Com o tempo, a nova rotina sempre fica mais fácil.

O mais importante: divirta-se no processo

Desenhar é prática. Haverá dias em que você desenhará com facilidade e haverá dias em que nada irá ficar bom, mas tudo bem. Nem todo desenho precisa ser perfeito. O importante de ter uma rotina de desenho é aprender a ter um espaço para criar. Independentemente de você ser uma artista profissional ou não, ter uma rotina irá permitir que você veja o seu progresso.

Pense no seguinte: se você se comprometer a desenhar 1 desenho novo por semana, no final de 1 mês você terá 4 novos desenhos. Isso pode não parecer muito, mas ao final de 1 ano você terá 52 novos desenhos — e isso é um marco incrível!

Por hoje é isso.

Até a próxima,

Thaís Melo

Para saber mais:
Originais e miniaturas na minha loja no Elo7
Desenhos e artes digitais no meu studio no Colab55


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Meu primeiro desenho digital com a minha mesa digitalizadora XP Pen Deco 01 V3 + Projeto Let’s Grow

O universo - Arte Digital Thaís Melo

 

ProjetoLet’s Grow

No final de 2025, eu estava lendo um artigo no Redbubble em que falava sobre o projeto Let’s Grow. O projeto Let’s Grow é uma iniciativa que busca incentivar novos artistas, doando mesas digitalizadoras para eles. Eu não conhecia o projeto e achei muito interessante a iniciativa.

Eu comecei a desenhar com lápis e, aos poucos, fui experimentando novas mídias. Tive uma fase muito forte desenhando com ink, até começar a usar aquarela e passar a experimentar mais cores. Durante essa transição, do desenho em preto e branco para desenhos com mais cores, eu passei a criar arte digital. O que eu mais gosto na arte digital é a maneira como eu penso sobre o desenho. Eu comentei sobre isso no post da semana passada: ao invés de pensar em texturas, como eu penso quando pinto uma aquarela, quando crio uma arte digital eu penso em camadas. E pensar dessa forma é algo muito interessante para mim e me deixa muito curiosa sobre as formas de criar e refletir sobre o meu processo criativo.

Voltando ao projeto Let’s Grow, quando eu li sobre ele e descobri que a 10ª edição estava aberta, fiquei curiosa, animada, mas também em dúvida se eu teria o perfil “correto” para me inscrever. Afinal de contas, eu fazia arte digital, mas também desenhava com técnicas tradicionais. Será que esse projeto não seria mais “apropriado” para “artistas digitais”? E, em meio a todos esses pensamentos, foi quando eu percebi que essas perguntas, na verdade, eram apenas medo de tentar algo novo. O que eu poderia fazer se tivesse uma ferramenta apropriada? Até onde a minha criatividade me levaria com isso? Com esse novo pensamento em mente, eu respirei fundo, me inscrevi e não pensei mais sobre o assunto. E, para minha surpresa, em meados de dezembro, recebi uma mensagem avisando que eu havia sido uma das contempladas!

Eu fiquei muito surpresa e, ao mesmo tempo, emocionada por ter sido uma das artistas escolhidas. Quando a mesa digitalizadora chegou, de fato foi um momento muito especial para mim. A minha emoção não era apenas sobre o reconhecimento do meu trabalho como artista, mas também sobre a animação de estar diante de uma ferramenta tão legal. O meu primeiro pensamento foi: Uau! Essa mesa é enorme!

Como foi o meu primeiro desenho digital com a mesa digitalizadora

Eu decidi usar programas que já utilizo normalmente, então usei o Inkscape para criar o contorno e o Krita para colorir. Já adianto: usar uma mesa para colorir é uma experiência completamente diferente.

Eu pude pensar em texturas, ao invés de camadas, ao criar a arte digital, e isso é uma experiência nova para mim. Eu sinto que ainda tenho muito o que aprender, mas fiquei muito feliz com a minha primeira experiência.

Eu ando numa fase em que tenho pintado muitos cogumelos, e esse desenho reflete isso. Cogumelos, astronautas e muitas cores. O mais legal foi experimentar usar vários pincéis e texturas e observar como isso funciona digitalmente. Eu adorei o resultado, e o fato de a mesa ser enorme com certeza me ajudou muito. É um processo diferente, e agora eu só quero aprender cada vez mais. Talvez eu escreva, daqui a um ano, um novo post contando como está sendo desenhar com a minha mesa. Quem sabe?

Eu quis escrever este post não apenas para falar da experiência de ter e usar uma mesa digitalizadora, mas também para deixar um registro desse projeto, que me proporcionou não apenas uma ferramenta que vai me ajudar muito como artista, mas também uma experiência tão especial.

Muito obrigada ao projeto Let’s Grow e à XP Pen, que foi a patrocinadora dessa edição. E, se você é artista, vale muito a pena conhecer o projeto e se inscrever nas próximas edições. Eu descobri sobre a 10ª edição através do Instagram do projeto, então vale a pena sempre ficar de olho.

Por hoje é isso.

Até a próxima,

Thaís Melo

Para saber mais:
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Desenhos e artes digitais no meu studio no Colab55

 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Como eu faço os meus desenhos? Pensando um pouco sobre o meu processo com arte digital e com arte tradicional

 

Minha folha de "rascunhos"

Como eu costumo desenhar? Esta foi a pergunta que eu me fiz essa semana, enquanto eu pintava uma aquarela de cogumelos. O desenho ainda está no meio do caminho, mas a pergunta me fez ter a ideia de pensar sobre o assunto e escrever este post.

Todos os meus desenhos começam com um rascunho a lápis. Não importa se eu pintarei com aquarela ou se ele se tornará uma arte digital, todos os meus desenhos começam com um papel e um lápis.

Depois do rascunho pronto, eu decido se ele vai ser pintado manualmente ou digitalmente. Se ele for se tornar uma arte digital, eu faço o contorno com caneta (ink) no desenho; em seguida, ele é escaneado, transformado em vetor e depois colorido digitalmente. Caso ele seja pintado manualmente, eu começo o processo de pintura da base das cores e, ao final disso, eu costumo fazer o contorno.

Acho que essa é a diferença básica entre arte digital e arte tradicional para mim: na arte digital, eu faço o contorno antes da cor base; mas na arte tradicional, como a aquarela, por exemplo, eu faço o contorno no final.

E por que eu faço isso?

Quando eu uso aquarela, por exemplo, eu misturo muitas cores no processo, e o contorno limita um pouco essa mistura. Por isso, é mais lógico terminar o desenho com o contorno. Já na arte digital, eu penso em camadas de cores e não em mistura. Por isso, o contorno funciona tão bem no início do processo.

Quando eu desenhava sem usar cores, a parte de “colorir” o desenho, digamos assim, era feita com um detalhamento muito maior. Então, mesmo com desenhos em preto e branco, eles tinham muitas texturas que criavam a sensação de sombra e profundidade.

Foi interessante pensar um pouco sobre o meu processo, pois isso me faz entender o motivo de cada passo dentro dos desenhos. Conhecendo esses passos, eu posso, com muito mais consciência, mudar a ordem, experimentar novos processos só para ver o que acontece.

Esse post, além de me ajudar a enxergar com mais detalhe o meu processo, me ajuda a simplesmente ilustrar que, dentro da arte, se conhecer pode ser a nossa melhor ferramenta. Apenas dessa forma podemos criar liberdade para mudar o nosso próprio processo e descobrir coisas novas.

Por hoje é isso.

Até a próxima,


Thaís Melo

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

O que desenhar em semanas de branco criativo?

 

Aquarela Cogumelo Azul 


Existem aqueles ciclos em que você não consegue parar de usar um certo material, uma técnica nova que não sai da sua cabeça, ou talvez seja um tema específico que fica retornando aos seus desenhos. Mas também existem momentos em que você não sabe ao certo o que desenhar. Como tudo na vida, desenhar envolve ciclos: ciclos de muita produtividade e ciclos de puro silêncio. E, antes de mais nada, isso é mais do que normal.

Esta semana eu diria que foi uma semana de silêncio criativo para mim. Eu não tive muitas ideias e, por mais incômodo que isso seja, o importante é apenas desenhar alguma coisa e seguir em frente. Algo que eu aprendi com o tempo é que desenhar, antes de mais nada, é treino. Por isso, a lição mais importante que eu aprendi é não levar os meus desenhos muito a sério, no sentido de que eles não precisam ser perfeitos. Vai haver desenhos de cujo resultado eu vou gostar e vai haver desenhos de que eu não vou gostar, e tudo bem. O mais importante para mim é continuar criando, independente do resultado.

Então, o que fazer em semanas de branco criativo?

 

Apenas continue desenhando.

Para mim, o que melhor funciona é começar com um desenho simples e sem rascunhos. Por exemplo, esta semana eu queria voltar a desenhar cogumelos, mas eu não estava conseguindo criar um rascunho de que eu gostasse. Eu parei o desenho e comecei a pintar um cogumelo livremente com aquarela. Apenas misturando as cores, sem pensar muito no desenho final. O resultado foi um cogumelo azul pintado com aquarela. O desenho desta semana foi do jeito que eu imaginava? Não. Mas eu fiquei feliz de ter desenhado algo. Desde que eu criei um compromisso comigo mesma de desenhar algo toda semana, ter um progresso pequeno é muito melhor do que simplesmente não fazer progresso nenhum.

É muito fácil a gente pensar apenas no resultado, principalmente nos dias atuais, em que tudo tem que ser perfeito e “para ontem”. Mas desenhar, independente da mídia que você use, é um processo. E, como todo processo, ele precisa ser respeitado. Então, na próxima vez em que você estiver sem ideias, apenas desenhe. Livremente. E continue assim, até o próximo ciclo chegar.

Até a próxima,

Thaís Melo

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Papel para aquarela
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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Três dicas simples para pintar melhor com lápis de cor

Fan Art - Stardew Valley

 

O lápis de cor foi um dos primeiros materiais que usei quando comecei a desenhar. Na época, era muito comum o uso de lápis de cor aquareláveis e, por muito tempo, essa foi a forma de colorir que eu mais utilizava. Por mais que eles fossem úteis e práticos, eu achava o lápis de cor um pouco limitado. Eu não gostava de como ele deixava marcas de traço no papel e, por mais que eu tentasse, não conseguia fazer um efeito de sombra como eu queria. Por conta disso, eu acreditava que o problema era o lápis de cor, mas hoje percebo que o problema era que eu não sabia usá-lo e, assim, não descobri naquela época todo o seu potencial.

O tempo passou, eu experimentei várias mídias diferentes e, no ano passado, comecei a incorporar cada vez mais o lápis de cor nos meus desenhos. Eu adoro o efeito que ele dá, principalmente quando o uso junto com a aquarela. Mas, afinal, o que mudou? Mesmo que os lápis não sejam os mesmos, eu aprendi que, com alguns truques, podemos deixar a pintura com lápis de cor muito bonita e repleta de sombras e texturas.

 

Três dicas simples para pintar melhor com lápis de cor

 

Sempre comece a pintar do mais claro para o mais escuro

Eu consegui entender melhor esse “conceito”, digamos assim, depois que comecei a pintar com aquarela. Quando uso aquarela, preciso começar a pintura com cores mais claras (e diluídas) e depois seguir para os tons mais escuros. Caso contrário, é quase impossível inverter essa ordem sem prejudicar o resultado final. Com o lápis de cor acontece exatamente o mesmo. Eu começo o desenho com as cores claras e a mão super leve, para depois acrescentar os tons mais escuros, misturando as cores. Dessa forma, consigo criar o efeito de luz e sombra que eu tanto queria e não sabia como fazer.

 

Exemplos de como misturar cores com o lápis de cor

 

Não tenha medo de misturar as cores

“Não tenha medo de misturar cores” se tornou o meu novo lema. Essa é a melhor forma de criar tons no desenho. Sabe aquela linda transição de uma cor para outra? Nós podemos conseguir esse efeito apenas misturando as cores. Como eu faço isso? Eu escolho três cores (pelo menos) da mesma “família”: uma clara, uma média e uma mais escura. Começo pintando com a mais clara, depois acrescento a cor média e finalizo com a mais escura por cima. Muitas vezes, você consegue o mesmo efeito usando o mesmo lápis, apenas alterando a força ao colorir. Quando eu misturo cores que combinam, o efeito fica muito bonito e eu gosto bastante do resultado. Eu adoro misturar, por exemplo, tons de azul com rosa ou lilás, amarelos com laranjas e marrons, ou verdes com azul.

Se você não quer textura, use uma folha de papel lisa

Quando comecei a desenhar, qualquer textura diferente no desenho me incomodava muito. Uma parte de mim pensava que essas texturas não eram “profissionais”. Hoje em dia, penso diferente: vejo pequenas texturas e detalhes como personalidade do desenho. Mas, mesmo gostando bastante desses pequenos detalhes, eu entendo que em alguns momentos tudo o que queremos é um desenho com cores bem uniformes. E, com o lápis de cor, a melhor forma de fazer isso é usar uma folha de papel lisa, sem nenhuma textura. O efeito das sombras fica super homogêneo e o resultado é muito bonito. Apenas tome cuidado para não apagar muito o papel no momento de fazer o rascunho do desenho. Folhas lisas costumam marcar com muita facilidade e, ao passar o lápis de cor, as linhas marcadas no papel aparecem como que num passe de mágica. Por isso, use a mão leve e um lápis macio, que costuma não marcar muito o papel.

Dica extra: finalize com lápis de cor branco ou use um esfuminho

Eu sempre me perguntei: mas por que colocar um lápis branco na caixa de lápis de cor?! E agora eu sei a resposta. Ele serve para misturar as cores, e não para colorir de fato. Pintou usando as suas três cores e quer finalizar o desenho? Passe o lápis branco por cima e observe o resultado! Outra ferramenta que me ajuda muito a deixar o desenho sem marcas e a misturar as cores é o esfuminho. Para quem não conhece, o esfuminho parece um palito e eu acho que ele é feito de papel. O objetivo dele é esfumar o traço, criando sombras e diversos efeitos diferentes. Ele é muito usado em desenhos realistas e eu adoro usá-lo para misturar as cores com lápis de cor. Para usá-lo, basta passá-lo por cima da parte desejada e pronto. Mas, se você não tiver lápis branco ou esfuminho, um cotonete ou um pedacinho de algodão já ajuda bastante 😉

Essas foram as minhas três dicas para pintar com lápis de cor! Eu sinto que ainda tenho muito o que explorar usando esse material, mas por hoje é isso. Nos vemos no próximo desenho.

Até a próxima,

Thaís Melo

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Lápis de cor Faber-Castell

 

 

 


sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Três formas de deixar os seus exercícios para desenho mais divertida

 

Exercícios para desenho com papel quadriculado

Particularmente, eu nunca fui muito fã de fazer exercícios para “melhorar” o meu traço. Honestamente, eu achava esses exercícios uma tarefa chata e muito repetitiva; além do mais, eu detestava “gastar” material fazendo exercícios ao invés de estar trabalhando em um desenho de fato. Mas isso não significa que esses exercícios não sejam importantes na hora de desenhar. Exercícios de desenho ajudam a melhorar o meu traço e, consequentemente, melhoram o resultado final dos meus desenhos. Então, ao invés de reclamar na hora de repetir traços aleatoriamente, eu criei três estratégias que me fazem querer fazer esses exercícios, sem parecer exercícios de fato.

“Aquecer a mão” antes de desenhar

A prática que mudou muita coisa para mim foi “aquecer” a mão antes de começar um desenho. O que seria isso na prática? Seria fazer alguns desenhos mais simples antes de começar algum desenho. Isso de fato ajuda, pois deixa a mão mais “solta” e o traço fica mais fluido. Isso me ajuda muito, principalmente quando eu vou fazer um desenho com ink, por exemplo, que naturalmente é um tipo de desenho em que o traço influencia muito no resultado final.

 

Exercícios para desenho usando folha A4

 

A técnica da folha de papel A4

Outra maneira de fazer isso sem sentir que está fazendo um exercício de desenho é desenhar pequenos desenhos aleatórios em um papel antes de começar. Eu, por exemplo, tenho uma folha de papel A4 voltada para desenhos aleatórios. Nessa folha eu rabisco, faço desenhos mais rápidos e, assim, além de exercitar o meu traço, eu acabo aquecendo a mão e, algumas vezes, crio sem querer um desenho completo. É uma prática que eu uso bastante e costumo ter uma folha A4 por semana. Algumas vezes eu uso mais de uma folha, outras eu nem completo uma folha, mas o mais importante aqui é fazer um desenho rápido antes de começar um desenho mais detalhado.

 

Exercícios para desenho com papel quadriculado

 

Papel quadriculado pode ser o seu melhor amigo

Outro grande aliado na hora de fazer exercícios para desenho é usar papel quadriculado. Eu gosto muito de desenhar com ink e canetas e, para esse tipo de desenho, praticar o meu traço se tornou uma parte importante do processo. Usar o papel quadriculado, além de criar mais estrutura na hora de repetir o mesmo traço, me permite fazer pequenas “estampas” no papel, algo que deixa todo o exercício mais lúdico e divertido.

Essas são as três formas que eu faço exercícios para desenho e que não me fazem sentir que estou fazendo exercícios. Eu não uso todos eles ao mesmo tempo; existem semanas em que estou trabalhando mais com ink, então eu uso mais o papel quadriculado. Nas semanas em que eu trabalho mais com aquarela, eu prefiro usar o método da folha A4 e, assim, sigo usando o que for melhor para mim.

Mesmo que não seja a minha parte favorita na hora de desenhar, com o tempo eu percebo que praticar é muito importante. Então, por que não deixar essa parte do processo um pouco mais divertida?

Até a próxima,

Thaís Melo

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Aquarelas em formato A5 é a minha forma favorita de praticar aquarela.

 

 
Ao criar o desenho desta semana, eu quis testar novas combinações de cores com aquarela. Na hora de fazer esses testes, eu tenho gostado bastante de usar uma folha A5 ao invés de uma folha A4.

É um detalhe muito simples, mas fez toda a diferença para mim! Em primeiro lugar, quando eu vou fazer um teste, ao invés de ter um resultado incerto numa folha A4, eu tenho duas chances ao cortá-la ao meio, transformando-a em duas folhas A5. Isso tirou a pressão que às vezes eu sentia de “não desperdiçar material”. Não me entendam mal: toda a prática dentro da arte é benéfica, mas, honestamente, papel para aquarela não é algo barato e, muitas vezes, podemos ficar com receio de “errar” e até mesmo ter medo de “desperdiçar” o material. Toda essa preocupação, infelizmente, nos impede de criar algo legal e de experimentar ideias novas. Então, cortar uma folha de aquarela A4 em duas (tamanho A5), ou até mesmo em quatro partes na hora de testar algo novo, é uma ótima forma de criar sem essa pressão. E esse novo formato tem sido ótimo para mim.

Eu tenho feito isso há mais ou menos seis meses e, além de ter experimentado várias técnicas novas e misturas de materiais, eu tenho adorado ver o resultado final dessas pequenas aquarelas.

Nesta semana, eu criei mais uma leva de cogumelos coloridos com aquarela e lápis de cor. Desta vez, eu quis testar combinações diferentes de cores, como, por exemplo, tons mais quentes com toques de neon (cogumelo laranja) e até mesmo tons frios e quentes com cores que se complementam (cogumelo roxo e amarelo). O resultado foram esses simpáticos cogumelos, com uma mistura muito interessante de cores.

Até a próxima,

Thaís Melo

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Aquarela Juminos Totem. Primeiro fan-art do ano

 

Aquarela Jumino Totem

 

O desenho que eu fiz esta semana foi uma releitura em aquarela de uma arte digital que eu fiz, talvez em 2024, chamada Juminos Totem. Essa arte foi inspirada no jogo indie Stardew Valley, um dos meus jogos favoritos.

Eu estou trabalhando para melhorar as minhas habilidades com o uso de aquarela e tenho gostado bastante de misturar aquarela com lápis de cor. O lápis de cor traz mais textura ao desenho, e isso cria um efeito de profundidade que eu tenho gostado de observar depois que o desenho está pronto.

Para este desenho, eu usei a mesma técnica que tenho usado com os meus cogumelos. A base foi toda pintada com aquarela, e os retoques de cor e o contorno foram feitos com lápis de cor. O resultado foi uma arte muito simpática, que me lembra bastante os Juminos originais.

Até a próxima,

Thaís Melo

 

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Primeiro desenho de 2026 – Cogumelos, aquarela e lápis de cor

 

Aquarela Cogumelos Coloridos - 2026

  

Começo este post desejando um criativo 2026 para todos! Que seja um ano com muitas ideias, cores e descobertas para todos nós.

Em 2025, meu trabalho se dividiu entre aquarelas, arte digital e muitos cogumelos. Eu não sei se já comentei isso por aqui, mas eu adoro desenhar cogumelos! Eles são divertidos e me permitem criar livremente, sem me prender muito a cores e padrões “reais”. Além disso, usar um traço mais orgânico misturado à aquarela e ao lápis de cor para dar acabamento resultou em algo que eu tenho gostado bastante.

O primeiro desenho do ano seguiu a temática que me guiou durante toda a segunda metade de 2025: cogumelos. Para essa aquarela A4, eu misturei a aquarela Pentel com a aquarela Artools. Tenho gostado bastante de combinar essas duas paletas, pois consigo um efeito diferente ao misturar tons um pouco mais quentes na base do desenho com tons mais frios e quase neons, criando um efeito de brilho. Para finalizar, usei tinta acrílica branca com efeito fosco e fiz o contorno e o sombreamento com lápis de cor. O resultado foi uma aquarela lúdica e muito colorida.

Um feliz e criativo 2026!

Nos vemos no próximo desenho =)

Até a próxima,
Thaís Melo

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Como escolher as cores para a sua aquarela

Um guia simples para entender tons frios, tons quentes e montar paletas mais harmônicas.

 
Aquarela Cogumelos Arco-Íris
 

Quando começamos a pintar em aquarela, é comum olhar um desenho pronto e se perguntar como o artista chegou naquela combinação de cores. Por mais que seja interessante pintar apenas seguindo a inspiração, na prática, para termos um bom resultado final, precisamos pensar um pouquinho nas cores que vamos usar. Às vezes, desenhar é como criar uma receita nova. É divertido experimentar ingredientes diferentes, mas precisamos entender se eles funcionam juntos. Por isso, pensar nas cores antes de começar faz toda a diferença.

Tons frios e tons quentes. O quanto isso é importante?

Quando eu penso em cor, sempre me lembro do círculo cromático. Ele é útil para entendermos como as cores se comportam dentro do círculo e quais combinações costumam funcionar. Mas, para mim, o mais importante na hora de escolher as cores é decidir se a minha paleta será fria ou quente. O que isso significa? Quando você usa cores que têm a mesma temperatura, o resultado final tende a ficar mais harmonioso.

 

Cores quentes

 
Cores frias

 
Vou usar alguns dos meus desenhos com cogumelos para ilustrar essa diferença. No primeiro desenho, eu usei uma paleta quente. Perceba como as cores parecem mais terrosas e avermelhadas. Eu chamaria essa paleta de outonal, e o resultado foi um desenho com um ar cozy e “quentinho”. Já no segundo desenho, eu usei uma paleta mais fria. Note como o resultado final tem um ar mais “fresco”. Observar esse detalhe mudou completamente a forma como eu escolho as cores hoje.

Como identificar tons frios e tons quentes?

Honestamente, eu não tenho uma técnica infalível. A melhor forma que encontrei foi observando as cores antes de pintar e praticando nos desenhos. Aprender a identificar a temperatura das cores não só deixa o resultado mais harmonioso, como também ativa sua criatividade e sua observação. Com o tempo, você passa a reconhecer a temperatura logo no primeiro olhar e uma paleta inteira começa a se formar naturalmente na sua cabeça.

Exercício prático: como treinar o olhar para tons frios e quentes

A melhor forma de aprender continua sendo praticar. Um bom exercício é pegar o material que você usa para colorir (aquarela, lápis de cor, canetas, etc.) e comparar as mesmas cores entre si. Se você tiver materiais de marcas diferentes, observe as diferenças entre elas. Muitas vezes a diferença é sutil, mas, com a prática, identificar a temperatura das cores se torna algo natural — e isso se reflete nos seus desenhos.

Até a próxima,
Thaís

Para saber mais

Aquarela - Parte I - Um Guia Básico com Técnicas e dicas

Materiais citados neste post:
Aquarela Pentel 
Aquarela Misci 
Kit Pincel Aquarela Keramik
 

quinta-feira, 14 de novembro de 2024

Como Desenvolvi Meu Processo Criativo em Arte Digital: Dicas para Iniciantes no Inkscape

Arte Digital criado no Inkscape


Criar arte digital é algo completamente novo para mim. Comecei essa jornada no final de 2022, e agora, quase dois anos depois, decidi compartilhar um pouco sobre o meu processo e o que aprendi ao longo do caminho.


Por que Eu Decidi Criar Arte Digital?

Tudo começou com a curiosidade. Eu sempre desenhei no formato tradicional, então imaginei como seria criar arte digitalmente. Como seria o processo de colorir sem usar tinta, mas sim ferramentas digitais? No início, foi difícil, como qualquer coisa nova, mas logo que encontrei as ferramentas certas, o processo se tornou muito mais simples e divertido!


Desenho no papel feito com caneta


A Diferença entre Desenho Tradicional e Digital

Para mim, a grande diferença entre o desenho tradicional e o digital está na forma de “pensar” as etapas do desenho. No formato tradicional, foco na criação de texturas; já no digital, penso em “camadas”. Essa abordagem em camadas me ajudou a criar um processo funcional que mantém a minha identidade visual, mesmo em formato digital.


Manter essa identidade visual foi fundamental para mim. Como gosto muito de trabalhar com linhas, busquei uma ferramenta que mantivesse meu traço e foi assim que conheci o Inkscape.


Por Que Escolhi o Inkscape?

Eu logo percebi que precisava de uma ferramenta que se adaptasse às minhas necessidades, independentemente do que a maioria das pessoas utilizavam. Embora o Photoshop e o Adobe Illustrator sejam os favoritos de muitos artistas digitais, esses programas não eram ideais para mim, especialmente porque uso Linux há anos. Encontrei o que precisava no Inkscape, uma ferramenta open-source que me permitiu manter meu traço e explorar possibilidades de forma simples e prática. Ainda uso o Krita para detalhes ou criações de estampas (rapport), mas o Inkscape é minha principal ferramenta para criar e colorir arte digital.


Como Funciona o Meu Processo?

Mesmo na arte digital, começo o processo com um esboço tradicional feito à mão. Após finalizar o contorno no papel, escaneio e edito a imagem no GIMP, um software open-source que já uso há anos para editar imagens. Com o GIMP, consigo ajustar o contraste das linhas e preparar o esboço para o próximo passo.


Depois da imagem ajustada, abro-a no Inkscape e a transformo em vetor. Em vez de vetorizar manualmente, utilizo a ferramenta automática de vetorização do Inkscape, que preserva meu traço e simplifica o processo. Após a vetorização, vem a parte divertida: colorir! Como já mencionei, penso nas cores em camadas, adicionando tons base, sombras e detalhes gradualmente. Com o tempo, aprendi a usar ferramentas de luz e transparência que proporcionam um acabamento especial ao trabalho.


E é assim que crio minhas artes digitais! Surpreendentemente, essa prática influenciou até meus desenhos tradicionais, pois, antes, eu usava poucas cores, mas hoje, a cor é parte essencial do meu trabalho ;)


Até a próxima!

quinta-feira, 31 de outubro de 2024

Voltando à Arte Tradicional: Minha Experiência com Desenhos em Tamanho A3

Ilustração A Floresta


Depois de cerca de um ano me dedicando à arte digital, decidi voltar a fazer arte tradicional — e, desta vez, criei desenhos em tamanhos maiores!

Foi a primeira vez que trabalhei em um desenho no tamanho A3, e posso dizer que foi um verdadeiro desafio. A dificuldade não estava apenas no tamanho do papel, mas também no tempo necessário para finalizar a obra. Se antes, com o tamanho A4, eu levava alguns dias para completar o processo (rascunho, contorno, pintura e cores), desta vez, precisei de quase um mês para finalizar cada etapa!



Detalhes - Lápis de cor + Aquarela + Pastel a óleo


Na prática, percebi que enquanto em desenhos menores preciso ser mais concisa nas ideias, uma folha A3 oferece mais possibilidades. Por isso, dediquei muito mais tempo ao rascunho, buscando elementos que enriqueceriam a composição. Escolhi como tema cogumelos e plantas com um toque surreal e fantasioso. A ideia era criar um fundo em nanquim, com cores contrastantes e detalhes em branco para dar luminosidade ao desenho.

Neste trabalho, aproveitei para experimentar cores com três materiais diferentes: aquarela, lápis de cor e pastel a óleo. Usei a aquarela como cor de fundo, bem diluída, para um tom suave e menos saturado. Em seguida, o lápis de cor trouxe mais sombra e profundidade. Já o pastel a óleo foi aplicado pontualmente, trazendo brilho em algumas áreas e criando sombras esfumadas atrás de certos elementos. Finalizei com caneta em gel branca para pequenos detalhes e brilhos.



Cogumelos! A minha parte favorita =)


Minha parte favorita foi incorporar o preto nos detalhes! Após finalizar as cores, usei lápis preto esfumado em diversas áreas para criar sombras e dar mais profundidade ao desenho. Eu amo usar preto nas minhas obras pelo contraste e pela profundidade que ele pode adicionar, especialmente quando aplicado sobre outras cores. Foi uma experiência incrível — e sim, que venham mais desenhos em tamanhos maiores!

Até a próxima,

Thaís Melo


terça-feira, 5 de março de 2024

"De tudo um pouco". A frase que descreveria 2022

 

O sapo, o peixe e o vale das flores dançantes




Chegamos em 2022 e esse foi um ano com muitas experimentações! Eu fiz um curso sobre arte abstrata e com isso, passei alguns meses experimento tintas e telas. 







No final do ano, eu comecei a fazer arte digital. Duas coisas completamente diferentes e novas para mim, mas que influenciaram muito o meu ano de 2023!


Totoro + Sonic Youth


Um dos meus primeiros vetores!



"De tudo um pouco". A frase que descreveria 2022. O ano de desenhos surrealistas, tinta acrílica, meus primeiros vetores inspirados no Tibbers, o gato de estimação do meu irmão. E é claro, com um pouco de Tororo e Sonic Youth também =)

Até a próxima,

Thaís








terça-feira, 2 de janeiro de 2024

Um feliz 2024 com muitos desenhos para mostrar =)

Inktober 2020


Um feliz e criativo ano novo para todos! 2024 está começando eu resolvi fazer um resumo dos meus desenhos favoritos dos últimos 3 anos! Para começar essa série, um resumo do ano de 2020.



Cartas de Tarot 


2020 foi um ano desafiador para todos nós, mas para mim, foi também o ano em que eu mergulhei nos meus desenhos. Eu ainda não criava arte digital e é por isso que quase todos os meus desenhos dessa época são em preto e branco feitos com ink. Tenho muito carinho pela série de cartas de tarot e pelo Inktober daquele ano. Alguns dos meus trabalhos favoritos até hoje, foram desenhados durante esse período.


Inktober 2020

Ilustração Desejo de Natal

Inktober 2020


Aos poucos eu tenho digitalizado alguns desses trabalhos e eles estão ganhando também um pouco de cor. No ano passado algumas cartas de tarot já apareceram no meu instagram e espero em breve ter mais coisas para mostrar. É um projeto a longo prazo, sem uma data limite para terminar ...

Um ótimo comecinho de ano para todos e até a próxima,

Thaís


quinta-feira, 30 de novembro de 2023

Favoritos de #2023

Num piscar de olhos, 2023 chegou ao fim. Está na hora de fazer um pequeno resumo dos meus desenhos favoritos do ano!





Depois me contem se os favoritos de vocês foram os mesmos que os meus. Muito obrigada pela companhia este ano e nos vemos em 2024!

Um criativo 2024 para todos!

Até a próxima,

Thaís


domingo, 27 de agosto de 2023

Desenhos do mês de agosto

O mês de agosto está quase no fim e eu resolvi fazer um pequeno resumo dos desenhos do último mês.




Eu adorei fazer esse desenho! Eu queria desenhar algo divertido e que tivesse cogumelos envolvidos. Eu acho cogumelos extramente fotogênicos e é por isso eu adoro desenhá-los. Para terminar de compor o desenho, chá e um simpático gnomo. A idéia original seria em tons de outono (laranja, vermelho e marrom), mas na última hora, eu decidi escolher um caminho mais colorido e acho que foi o caminho certo.




Esse foi um daqueles desenhos que eu não tive nenhum esforço para criá-lo. Ele surgiu na minha mente quando eu vi o tema Summerween como um dos concursos do mês de agosto do Threadless. Eu adorei o resultado final, principalmente o fantasminha de óculos escuros e chapéu de bruxa! Esse também foi um desenho interessante, pois foi o primeiro desenho que eu fiz a fonte no Inkscape e não no Gimp, como eu costumo fazer. Desde então, eu tenho preferido fazer as fontes via Inkscape. É muito mais intuitivo e eu tenho gostado bastante do resultado.





Dia do folclore
No começo do ano, eu me tornei voluntária na Biblioteca municipal Machado de Assis, para criar desenhos relativos ao universo da literatura em algumas datas significativas. Este mês o Dia do Folclore foi o tema escolhido. Foi muito bom relembrar e aprender um pouco mais sobre o folclore brasileiro. 

Esse foi o resumo do mês de agosto! Setembro para mim significa a chegada da primavera e os preparativos para o Inktober que começa em outubro. Desde de 2020 eu não consigo terminar o desafio, mas isso é assunto para um outro post.

Uma criativa semana para todos e até a próxima!

quinta-feira, 20 de julho de 2023

Desenho, evolução e 6 dicas para lidar com a frustração na hora de desenhar

Ilustração Coffee Coffee Coffee versão 2023

Eu comecei a desenhar quando eu era criança e naquela época, eu acreditava que existiam dois tipos de pessoas: As que sabiam desenhar e as que não sabiam. Eu sempre tive facilidade com o desenho, mas ter facilidade não significa que você desenhará facilmente qualquer coisa que surgir na sua frente.

Por muito tempo isso me causou muita frustração. Como toda pessoa que está aprendendo algo novo, errar faz parte do caminho e minha versão mais nova achava que desenhar significava uma única coisa: desenhar sem errar. Infelizmente, uma parte minha não conseguia entender que para tudo que nos propusermos a fazer, precisamos de muito treino e esforço, e isso significa muito erro.

Hoje em dia eu ainda lido com a frustração de errar, mas entendo que por mais chato que isso seja, faz parte do processo. E além do mais, quanto mais eu erro, mais curto se torna o caminho para aprender algo novo e chegar ao resultado que eu tenho na minha mente.

Nos últimos dias eu revi os primeiros trabalhos com arte digital que eu fiz em julho de 2022. Há exatamente um ano, eu começava a trilhar o meu caminho com arte digital e levei um pequeno susto ao abrir aqueles primeiros desenhos e perceber o quanto o meu trabalho com arte digital evoluiu. Eu fiquei muito feliz por não ter desistido durante as primeiras frustrações e ter continuado. De lá para cá foram muitos erros, acertos e testes para chegar num tipo de arte digital que eu goste de fazer. Como eu comentei no último post, eu gosto muito de arte tradicional e começar a criar arte digital foi um grande passo para mim. Um passo incrível que tem me ensinado bastante.

Eu acredito que um dos motivos que nos causam tanta frustração é o fato de olharmos o trabalho de alguém e vermos apenas aquele momento, e não pensamos em todos os erros e acertos que aquela pessoa passou até chegar ali. Mesmo que nós não percebemos, a gente sempre evolui e só precisamos seguir em frente. Isso é um grande lembrete para aqueles dias onde nada parece dar certo e só temos vontade de jogar tudo para o alto. Tudo passa e para momentos assim eu separei algumas dicas do que eu faço nos meus dias frustrados que me ajudam muito a continuar desenhando.


Versão 2022


Olhe para sua obra de um ano atrás e estude a sua evolução

Essa foi a minha grande lição do mês de julho! Agora sempre que eu me sentir empacada ou frustrada com algum desenho, eu vou olhar a pasta de desenhos de um ano atrás e estudar em que pontos o meu desenho evoluiu. Eu aprendi a fazer sombras? Os detalhes estão mais complexos? O que eu estou fazendo agora e não fazia antes? Esse tipo de perspectiva é capaz de nos tirar da estática e nos fazer nos sentir mais confortáveis com a nossa evolução. 

Pare, respire e tome uma xícara de chá (ou café se você é do time do café)

Muitas vezes a melhor coisa a fazer é parar. Deixar o desenho de lado e fazer outra coisa é a melhor forma da mente descansar e conseguir lidar com algum problema. Para mim, a melhor forma de lidar com dias difíceis é parar, respirar e tomar um pouco de chá. Segurar um xícara quentinha é algo muito reconfortante e sempre me ajuda a relaxar.

Tenha mais de um projeto por vez

Eu não consigo fazer apenas uma coisa de cada vez. Eu estou sempre com vários projetos em andamento. Às vezes são vários desenhos que estou fazendo ao mesmo tempo ou estou trabalhando numa nova série de miniaturas, mas independente do que for, vários projetos me permite mudar de foco quando um dos projetos está me dando um pouco de dor de cabeça.  Tudo é bem simples: Se um desenho não está fluindo naquele dia, basta eu parar, respirar e tomar a minha xícara de chá, e logo depois começar a olhar um outro desenho. Isso sempre funciona comigo e quando eu volto ao desenho “problemático”, tudo se resolve com mais facilidade.

Se possível, saia um pouco de casa e ande sem rumo

Eu simplesmente adoro andar. Eu não preciso fazer nada específico, simplesmente sair de casa e andar pelas ruas, ver os prédios, observar as plantas e as árvores já me deixam de bom humor. Para mim não há nada mais legal do que descobrir um detalhe novo numa rua por onde eu sempre passo. Eu não sei se é a endorfina liberada pela caminhada ou fato de estar ao ar livre, independentemente do que for, andar sempre me ajuda muito a lidar com o estresse e a frustração. 

Deixe o seu desenho “sair de férias”

Algumas vezes você já fez de tudo e o desenho parece não estar funcionando? Então, é hora de você dar “férias” para o seu desenho e começar outro projeto. Quando eu digo férias, eu me refiro a  deixar o seu desenho de lado por algumas semanas e depois voltar nele.  Isso já aconteceu algumas vezes comigo e eu acredito que faz parte do processo. Muitas vezes você tem uma ideia, mas ela ainda precisa de algumas engrenagens para poder se encaixar e formar um todo. Por isso, eu tenho uma pilha de desenhos que eu considero desenhos ativos. São desenhos que eu estou trabalhando e que ainda precisam de algum ajustes e de tempos em tempos, eu revejo toda a pilha. Algumas vezes eu esqueço de alguns desenhos em outras, eu vou direto num desenho específico que eu estava trabalhando antes. Sendo bem sincera, algumas vezes tudo o que você e o seu desenho precisam é de boas férias um do outro ;)


Ilustração Love Raccon


Saiba a hora de desistir, mas nunca descarte uma ideia por completo

Nos últimos meses eu estava obcecada em desenhar um guaxinim. Eu tentei várias ideias e rascunhos e nada parecia funcionar. Depois de xícaras de chá e alguns passeios, eu percebi que era hora de dar férias para o meu guaxinim e pensar em outra coisa. Mas dessa vez, ao retornar o desenho, nada funcionava. Então, eu fui olhar o meu caderninho de ideias e achei uma frase que dizia: Love Raccoon. Pronto! O desenho que não funcionava de jeito nenhum, simplesmente fluiu. A frase surgiu ao escutar o Álbum Branco dos Beatles, onde uma das faixas se chama Rocky Raccon. Enfim, essa frase está escrita no meu caderninho há muito tempo, esperando para virar um desenho e somente agora tudo fez sentido. Por isso, saiba a hora de desistir de um desenho, mas nunca descarte aquela ideia por completo. Eu anoto tudo num pequeno caderno encapado com tecido laranja. Mas você pode anotar no celular, em arquivos ou no que for mais conveniente para você. Por isso, nunca descarte as suas ideias. Muitas vezes ela só precisam de mais tempo para amadurecer.

Dica extra: Anote todas as ideias que você tem! Até mesmo as que parecem bobas ou sem sentido

Essa ideia eu aprendi assistindo a série Seinfeld. Para quem não conhece, Seinfeld é uma série sobre nada que mostra a vida de um comediante e seus amigos. Seinfeld, o comediante, anota todas as suas ideias para os seus shows num pequeno caderno. Desde que eu vi isso, eu achei uma boa ideia e passei a anotar as minha ideias num pequeno caderno. De tempos em tempos, eu foleio o caderno em busca de alguma inspiração e eu sempre me surpreendo com o que eu encontro anotado!

Resumindo

Frustração e erro fazem parte da vida de qualquer pessoa e também fazem parte da vida de um artista. Seja ele iniciante ou com anos de carreira, errar faz parte do caminho. O que eu quero dizer é que devemos aceitar a frustração e aprender a lidar com ela. Ela faz parte do processo e no final, ela irá te ajudar a fazer um trabalho ainda melhor.

Até a próxima,

Thaís