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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

O que desenhar em semanas de branco criativo?

 

Aquarela Cogumelo Azul 


Existem aqueles ciclos em que você não consegue parar de usar um certo material, uma técnica nova que não sai da sua cabeça, ou talvez seja um tema específico que fica retornando aos seus desenhos. Mas também existem momentos em que você não sabe ao certo o que desenhar. Como tudo na vida, desenhar envolve ciclos: ciclos de muita produtividade e ciclos de puro silêncio. E, antes de mais nada, isso é mais do que normal.

Esta semana eu diria que foi uma semana de silêncio criativo para mim. Eu não tive muitas ideias e, por mais incômodo que isso seja, o importante é apenas desenhar alguma coisa e seguir em frente. Algo que eu aprendi com o tempo é que desenhar, antes de mais nada, é treino. Por isso, a lição mais importante que eu aprendi é não levar os meus desenhos muito a sério, no sentido de que eles não precisam ser perfeitos. Vai haver desenhos de cujo resultado eu vou gostar e vai haver desenhos de que eu não vou gostar, e tudo bem. O mais importante para mim é continuar criando, independente do resultado.

Então, o que fazer em semanas de branco criativo?

 

Apenas continue desenhando.

Para mim, o que melhor funciona é começar com um desenho simples e sem rascunhos. Por exemplo, esta semana eu queria voltar a desenhar cogumelos, mas eu não estava conseguindo criar um rascunho de que eu gostasse. Eu parei o desenho e comecei a pintar um cogumelo livremente com aquarela. Apenas misturando as cores, sem pensar muito no desenho final. O resultado foi um cogumelo azul pintado com aquarela. O desenho desta semana foi do jeito que eu imaginava? Não. Mas eu fiquei feliz de ter desenhado algo. Desde que eu criei um compromisso comigo mesma de desenhar algo toda semana, ter um progresso pequeno é muito melhor do que simplesmente não fazer progresso nenhum.

É muito fácil a gente pensar apenas no resultado, principalmente nos dias atuais, em que tudo tem que ser perfeito e “para ontem”. Mas desenhar, independente da mídia que você use, é um processo. E, como todo processo, ele precisa ser respeitado. Então, na próxima vez em que você estiver sem ideias, apenas desenhe. Livremente. E continue assim, até o próximo ciclo chegar.

Até a próxima,

Thaís Melo

Para saber mais:
Originais e miniaturas na minha loja no Elo7
Desenhos e artes digitais no meu studio no Colab55

Materiais usados para esta aquarela (Amazon):
Papel para aquarela
Paleta para aquarela Pentel
Paleta para aquarela Artools
Lápis de cor Faber-Castell

 

quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Aquarela - Parte I - Um Guia Básico com Técnicas, Dicas e Mitos Desvendados

 

O processo do desenho O jardim feito com aquarela, nanquim e lápis de cor

Como não se encantar pela aquarela?!

Além de ser uma forma de pintura lúdica, ela é também um material muito versátil. Você pode usá-la de diversas formas: mais seca e concentrada ou com muita água; apenas a aquarela ou combinada com outras técnicas de pintura. Mas, independentemente da forma como você a utiliza, no post de hoje eu vou contar um pouquinho sobre como uso a aquarela nos meus desenhos e desmistificar alguns "mitos" sobre essa técnica tão especial.


O que é a aquarela?

Aquarela é uma técnica em que se mistura água com tinta própria para criar pinturas e desenhos. Diferentemente da tinta a óleo, por exemplo, que exige solventes para ser diluída, na aquarela você só precisa de água limpa para diluí-la e criar diversos efeitos no papel.


Quais as principais técnicas usadas na aquarela? Wet to Dry e Wet to Wet

Existem diversas formas de trabalhar com a aquarela, e cada artista desenvolve sua própria técnica. No entanto, há dois conceitos básicos que influenciam bastante as escolhas: Wet to Dry e Wet to Wet.

Esses conceitos dizem respeito à quantidade de água usada e, principalmente, se o papel estará molhado ou seco durante a pintura. Como o próprio nome sugere:


Wet to Dry (molhado para seco): você pinta com o papel seco.

Wet to Wet (molhado para molhado): a aquarela é aplicada no papel previamente molhado.


A principal diferença está no controle que você tem durante a pintura e no resultado que deseja alcançar.

Se você é iniciante, sugiro começar com a técnica Wet to Dry. Como o papel está seco, é mais fácil controlar as áreas a serem pintadas. Quando o papel está molhado, a aquarela se torna mais "dinâmica", o que pode ser desafiador no início, resultando em cores misturadas e um aspecto confuso. Conforme você ganha confiança, a técnica Wet to Wet pode criar efeitos belíssimos!

Eu, particularmente, prefiro usar Wet to Dry, pois gosto de ter mais controle sobre o desenho, o que combina mais com o meu estilo de colorir. Mas isso não me impede de experimentar e me divertir com Wet to Wet. 😉


Os 3 principais "mitos" da aquarela


Mito número 1 - Eu preciso usar papel de aquarela para pintar?

Sim, o papel de aquarela é necessário, pois suporta a quantidade de água utilizada nessa técnica. Papéis comuns tendem a rasgar ou deformar ao secar.

Se você usar a técnica Wet to Dry e pouca água, pode até utilizar um papel de desenho, mas as chances de deformação são altas. Como blocos de papel para aquarela costumam ser mais caros, sugiro começar com desenhos menores, cortando as folhas ao meio. Assim, em vez de 12 folhas (normalmente a quantidade em um bloco), você terá 24!

Mito número 2 - Não se usa a cor preta em pinturas com aquarela.

Depende. Isso varia conforme o estilo e a abordagem do artista. Eu, por exemplo, uso bastante preto para sombreamento, pois ele dá dimensão aos meus desenhos. Porém, é uma cor que exige cuidado: por ser mais escura, pode manchar o desenho se usada em excesso. Comece com leves camadas e teste em um pedaço de papel antes de aplicá-la. Outra dica é misturá-la com outros tons para escurecê-los, em vez de usar o preto puro.

Mito número 3 - Não é preciso esperar a pintura secar para criar mais camadas.

Mentira! Para obter os melhores resultados, o ideal é esperar o papel secar completamente entre as camadas. Caso contrário, o desenho pode manchar.

Pinte uma camada e deixe secar. Algumas pessoas usam secador de cabelo, mas eu prefiro deixar secar naturalmente. Quanto mais água for utilizada, maior deve ser o intervalo de secagem.

Para saber se o papel está seco, toque-o com os dedos (frente e verso). Se sentir que ele está frio, ainda há umidade, mesmo que pareça seco. Esse cuidado evita manchas e mantém a qualidade da pintura.

Por hoje é isso! Espero que essas dicas te ajudem a aprimorar sua técnica com aquarela. No próximo post, falarei sobre como uso lápis de cor para dar mais destaque aos meus desenhos com aquarela.

Até a próxima!



terça-feira, 5 de novembro de 2024

Como Participar do Inktober de Forma Leve: Dicas e A minha Experiência no Inktober 2024

Inktober 2024 - Dia 7 - Passport


Outubro sempre é um mês movimentado para mim. Além de começarmos a pensar no fim do ano que já está à nossa porta, temos o Inktober. Para mim, o Inktober, apesar de ser um grande desafio (afinal, desenhar 31 ilustrações em 31 dias não é fácil!), é também uma oportunidade incrível para exercitar a criatividade.

Nos últimos anos, para evitar a sensação de "pressão" que pode surgir em desafios desse tipo, tenho participado do Inktober de uma forma mais leve. Em vez de me obrigar a desenhar todos os dias, faço os desenhos conforme meu ritmo, sem o compromisso de completar os 31 dias.

Com essa abordagem mais tranquila, o Inktober se torna uma experiência super agradável e divertida. E, no final, consigo criar ilustrações das quais realmente gosto! Em breve, planejo digitalizar e colorir esses desenhos para compartilhar em plataformas como Colab55 e Redbubble, espalhando minha arte pelo mundo ;)

Postei todo o resultado do meu Inktober no Instagram e, abaixo, selecionei meus favoritos de 2024!


Inktober 2024 - Dia 8 - Hike



Inktober 2024 - Dia 9 - Sun



Inktober 2024 - Dia 12 - Remote

E você? Participou do Inktober este ano?

Uma semana cheia de criatividade para todos!

Para saber mais: 

Inktober